A Voz das Envolvidas


O antigo silêncio a respeito da descriminalização do aborto, mantido muitas vezes por medo, estará finalmente com seus dias contados? Finalmente poderemos ouvir as mulheres que tiveram coragem de interromper uma gravidez indesejada sem os tabus e preconceitos da moral cristã?

Uma nova chance de avaliar essa polêmica questão está no documentário "O Fim do Silêncio", produzido por Thereza Jessouroun e financiado pela Fundação Osvaldo Cruz. O filme mostra depoimentos de mulheres que recorreram ao aborto e defendem sua descriminalização, todas identificadas com nomes e profissões; e assume, segundo a própria diretora, uma postura favorável à prática.

Segue o link de um trecho do documentário no Youtube:

Comentários exibindo posições pessoais a respeito do tema são muito bem-vindos. O debate está aberto!

Comentários

  1. Esse é um tema polêmico. Especialmente para quem não está vivendo a situação e apenas escreve sobre ela. Sem querer cair na armadilha das questões religiosas e filosóficas que envolvem o tema, o aborto, como questão de saúde pública, deve ser tratado como política de Estado. Será que vamos continuar fechando os olhos às centenas de mulheres que morrem atualmente no Brasil, por falta de assistência pública adequada? Parabéns as corajosas mulheres que vieram à público levantar a urgente questão! Bj

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  2. O que desenha, concordo inteiramente com a sua posição.

    O aborto, mesmo não sendo uma prática recomendável, e nem de longe livre de riscos, não deve ser considerado um crime. A mulher que aborta não é a culpada de sua situação, desde o ponto mais elementar (não engravidou sozinha) até os aspectos mais complexos, como a falta de anticoncepcionais disponíveis nos postos de saúde ou a deficiência das campanhas de conscientização.

    É necessário que possamos discutir a questão sem tabus e simplismos, avaliando-a não como um problema pessoal ou criminal, mas sim em um contexto maior, como falha social. Analisando-se a situação desse modo, pode-se ver a criminalização do aborto como machista e injusta, pois joga toda a culpa em cima de uma só pessoa, que muitas vezes não tem a quem recorrer.

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  3. Vamos por etapas. Há lugares que distribuem pílulas para as mulheres e outros, camisinhas para homens. Já vi, certa vez, um grupo de mulheres, recorrerem ao departamento pessoal de uma empresa, para pedir que explicassem a seus maridos, como se colocava a camisinha, pode ? As frutas e os vegetais sempre a postos para ajudar nesta hora !!!
    Bom, quanto as pilulas, muitas não tem a menor idéia de como tomar !!! É uma função que deve ter participação ativa do serviço social do estado !!!
    Quanto ao filme...depoimentos corajosos, belo trabalho. bjs

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